Covid ou influenza: como saber se é uma ou se é outra?
O subtipo H3N2 do vírus influenza está provocando surtos atípicos de gripe em grande parte do país; saiba quando é gripe e quando é covid

O subtipo H3N2 do vírus influenza está provocando surtos atípicos de gripe em grande parte do país; saiba quando é gripe e quando é covid
Após uma forte onda de gripe no Rio de Janeiro, dezenas de cidades brasileiras já estão sofrendo com o surto atípico do vírus gripal em seus habitantes. A epidemia de influenza A – H3N2 vem lotando emergências de hospitais no país e gerando uma preocupação que merece atenção: quando saber se é gripe ou se é covid?
Em tempos de pandemia, quando sintomas como febre, coriza, congestão nasal, dores musculares e dor de cabeça surgem, a primeira doença que pode vir à mente é a covid-19, especialmente com a chegada da nova variante, a ômicron – porém, a gripe deve entrar para essa suspeita.
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A infecção causada pelo H3N2 gera sintomas respiratórios clássicos e mal-estar e a suspeita é que ela tenha se espalhado por conta da baixa adesão à vacina da gripe no país e pelo relaxamento das medidas impostas para frear a covid-19.
Em entrevista à BBC News Brasil, infectologistas entraram em consenso: não é possível distinguir a gripe ou a covid-19 apenas com base nos sintomas; eles são muito semelhantes. Ou seja, é preciso fazer um teste.
Eduardo Sprinz, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e responsável pelo estudo da vacina de Oxford no RS, aponta: “Ambas são causas de síndrome respiratória aguda. Na maioria dos casos de influenza, os sintomas são mais abruptos e na comparação entre as duas, pessoas com covid podem apresentar alterações não usuais tais como paladar e olfato alterados e diarreia”.
“Uma pessoa que tenha sintomas respiratórios, dor de garganta, dor no corpo, com ou sem febre, deve procurar atendimento presencial para realização dos exames confirmatórios. Conforme o que houver de confirmação, será feita a orientação em relação aos sinais de alarme e em relação à orientação dos contatos (quem deve fazer exame ou não) e ao tempo de isolamento”, explica Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
As recomendações principais para quem for contaminado pelo vírus são: repouso e hidratação. E, evidentemente, continuar com os cuidados de higiene, já impostos pela pandemia do coronavírus, e evitar contato com outras pessoas, por conta da transmissão.
Segundo a Fiocruz, os seguintes sintomas precisam ganhar uma atenção maior:
– Falta de ar e dificuldade para respirar;
– Dor ou pressão no peito ou estômago;
– Sinais de desidratação, como tonturas ao ficar de pé ou não urinar;
– Confusão mental.
E nas crianças:
– Respiração rápida ou dificuldade para respirar;
– Pele azulada (cianose) ou acinzentada;
– Não tem lágrimas ao chorar (em bebês);
– Vômito acentuado ou persistente;
– A criança não acorda ou não apresenta sinais de interação (fica apática);
– Irritabilidade;
– Febre com erupção cutânea e tosse persistente.