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Fiocruz detecta novas mutações em variantes do coronavírus no Brasil

De acordo com pesquisador, a nova geração de variantes pode ser menos suscetível à neutralização dos anticorpos

VIVA SAÚDE Publicado quarta 24 março, 2021

De acordo com pesquisador, a nova geração de variantes pode ser menos suscetível à neutralização dos anticorpos
Fiocruz detecta novas mutações em variantes do coronavírus no Brasil - Pexels

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram novas alterações nas variantes do coronavírus em circulação no Brasil e ressaltaram a importância de se ampliar a vacinação e as medidas de contenção para mitigar a disseminação e o surgimento de cepas mais transmissíveis.

Até o momento, segundo os pesquisadores, as alterações encontradas ainda não caracterizam a formação de uma nova linhagem do Sars-CoV-2, uma vez que poucos genomas apresentam as alterações, mas ressaltaram que é preciso permanecer com o monitoramento genômico para acompanhar se essas alterações aumentarão de frequência.

“Esta nova geração de variantes pode ser menos suscetível à neutralização dos anticorpos que suas linhagens parentais P.1, P.2 e B.1.1.33. A pandemia de Covid-19 em 2021 no Brasil provavelmente será dominada por esse novo e complexo conjunto de variantes”, disse o pesquisador Tiago Gräf, um dos membros da pesquisa, em nota à imprensa.

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VARIANTES

Atualmente o Brasil tem quatro variantes principais do coronavírus em circulação. Uma delas, a P.1, originada no Amazonas, é considerada uma variante de preocupação devido à maior transmissibilidade e capacidade de escapar de anticorpos de infecções anteriores pelo coronavírus, o que tem colaborado para uma explosão de casos no país.

As mutações detectadas ocorreram na proteína Spike, que é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células humanas e é um dos principais alvos dos anticorpos produzidos pelo organismo para bloquear o vírus.

Os resultados são provenientes de amostras coletadas de pacientes de sete Estados: Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e Alagoas. O estudo foi publicados na plataforma de pré-print MedRxiv e ainda não foi revisado por outros especialistas.

Último acesso: 26 Oct 2021 - 02:44:20 (1843).