saude   / Coronavírus

Variante Lambda: saiba porquê a capa que circula na América do Sul está preocupando a OMS

Detectada pela primeira vez no Peru, a nova variante da covid-19 foi considerada 'variante de interesse' pela OMS

Viva Saúde Publicado sexta 18 junho, 2021

Detectada pela primeira vez no Peru, a nova variante da covid-19 foi considerada 'variante de interesse' pela OMS
Veja o que se sabe até agora sobre a nova variante da covid-19 Lambda que circula na América do Sul - Freepik

O coronavírus, assim como outros vírus que circulam no nosso planeta, estão constantemente se readaptando para manter-se vivos e continuar infectando a população. Por esse motivo, novos tipos de Sars-Cov-2 estão surgindo praticamente todos os meses em diferentes partes do mundo e quase não se encontra mais o vírus em sua versão "original" -- aquela que surgiu na China no início do ano passado.  

Estudos mostraram que as novas cepas do coronavírus que estão surgindo são cada vez mais transmissíveis e embora já existam vacinas para a covid-19, estas novas cepas causam preocupação na comunidade científica já que ainda não se sabe se os imunizantes que estão sendo aplicados são resistentes contra as novas cepas.

+ VEJA TAMBÉM: Brasil aplica mais de 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em um dia pela primeira vez

Após o aparecimento das cepas da  Amazônia (beta), Índia (delta), África do Sul (gama), Reino Unido (alfa), uma nova cepa está causando preocupação para a Organização Mundial da Saúde, a OMS. A cepa Lambda da covid-19 foi reconhecida pela primeira vez no Peru e já está se espalhando pela América do Sul. 

Batizada de "variante andina", "C.37" (termo mais científico), ou Lambda, a nova cepa foi considerada pela OMS, um vírus "de interesse" e entrou para a lista de outras seis mutações da Sars-Cov-s. 

+ VEJA TAMBÉM: Brasil atinge 2ª maior marca de vacinas aplicadas em um dia com mais de 1,7 milhões de doses

A preocupação em torno da nova variante tem relação com sua capacidade de "implicações fenotípicas", como um possível "aumento da transmissibilidade" ou "resistência a anticorpos neutralizantes". Ou seja, há suspeitas de que a variante andina seja mais transmissível e resistente às vacinas. 

Um relatório da OMS recente associa a lambda a "taxas substanciais de transmissão comunitária em vários países" como Peru, Chile, Argentina e Equador. Nestes países, boa parte dos novos casos estão relacionados à variante andina. 

 

Último acesso: 03 Dec 2021 - 19:05:44 (2658).