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Geriatra dá dicas para idosos driblarem a desidratação durante a estação mais quente do ano

Médica, também com especialidade em ortomolecular, alerta sobre os perigos do altas temperaturas e recomenda alimentos como melancia e nozes

VIVA SAÚDE Publicado segunda 11 janeiro, 2021

Médica, também com especialidade em ortomolecular, alerta sobre os perigos do altas temperaturas e recomenda alimentos como melancia e nozes
Como driblar a desidratação dos idosos no verão - Freepik

Enfim, chegou o verão! Uma estação que é esperada por grande parte das pessoas, geralmente marcada por muitos dias de sol, praia, piscina e diversão. Mas nem todos podem usufruir deste período com o mesmo prazer, principalmente durante os tempos de pandemia. A covid-19 nos mostrou o quão cuidadosos precisamos ser com os idosos, o grupo de risco mais afetado pela doença. Isolamento social, uso contínuo de máscaras e álcool em gel são apenas algumas das medidas para retardar a proliferação do vírus. Mas como podemos proteger esse grupo do alto índice de calor durante os próximos meses?

“Os maiores perigos do verão são, sem dúvida, a desidratação e a hipertermia (quando o corpo fica muito quente). Isso vale para qualquer pessoa. O problema é que ao passar do tempo, o nosso termostato natural vai perdendo a eficácia e não temos mais o mesmo alerta de sede como antes, causando uma menor ingestão de líquidos e, consequentemente, a desidratação. A falta de água no nosso corpo pode causar desorientação e desmaios, em casos severos, pode ser fatal. Além disso, o idoso, de forma natural, já tem menos água no corpo do que uma pessoa mais jovem. Ele também tem menos glândulas sudoríparas, fazendo-o transpirar menos, aumentando as chances de hipertermia”, explica a médica geriatra e ortomolecular, Dra. Márcia Umbelino.

Vale lembrar que a desidratação e a hipertermia podem ser também causadoras de outras doenças ainda mais sérias. Quando ficamos desidratados, o sangue tende a coagular, podendo resultar em trombose, embolia pulmonar e AVC, pré-disposições bastante perigosas para aqueles que já tiveram covid-19. “A chamada Síndrome Pós-covid é apresentada em pacientes que já tiveram a doença e exibem certas sequelas, uma delas sendo o sangue coagulado. Ou seja, um idoso que já teve a doença e passa um dia quente de verão sem beber água, corre grandes riscos de parada cardíaca, acidente vascular, desmaio e até vir a óbito”, alerta a especialista.

Mas então, como podemos proteger a terceira idade dos longos dias de calor?

A Dra. Márcia lista algumas dicas essenciais além de uma dieta específica e balanceada para esta estação: “Existem algumas regras básicas durante o verão, como o uso de protetor solar, ao sair na rua sempre usar chapéu ou boné, evitar tomar sol em horários de pico de calor, mas a principal dica é beber água. Vai além da idade, beber bastante água é obrigatório para todos aqueles que querem um verão saudável. Alimentos ricos em água e minerais, como melancia e laranja, são boas opções. Temos também que investir em alimentos que fortalecem a parede vascular, evitando a coagulação, como a semente da índia. O resveratrol, um polifenol encontrado principalmente nas sementes de uvas, é também uma boa pedida. Além da Vitamina C, encontrada nas frutas ácidas, e a Vitamina D, encontrada nas nozes”.

Como já dito, o verão é uma fase marcada por diversão, e assim deve ser. Mas a melhor maneira de se aproveitar a vida é de forma cuidadosa. Não podemos esquecer de beber água e nos proteger do sol, principalmente nossos queridos idosos. Eles são importantes e merecem o máximo de zelo e carinho para muitos verões alegres e saudáveis.

Último acesso: 06 Mar 2021 - 13:21:35 (1269).