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Flurona: entenda o que é a condição e se esse é um caso mais grave

O termo ”flurona” é designado para infecções simultâneas de Influenza e Covid-19

O que se sabe sobre o flurona – Freepik/user18526052

Com a alta de infecções por Influenza A e também do aumento de testes positivos para Covid-19, um termo tem chamado a atenção nos últimos dias: o flurona, que se refere a infecção simultânea por coronavírus e gripe. De acordo com a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo, desde 2020 são ao menos 24 pacientes da capital paulista com a condição que tem apresentado casos não só em estados brasileiros, mas também em países como Estados Unidos e Israel. 

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O nome “flurona” é a junção do termo em inglês para gripe, “flu”, e o “rona” vem de corona. Mas essa expressão NÃO significa o surgimento de uma nova enfermidade. “Dupla contaminação por vírus não é tão incomum, principalmente em momento de grande transmissão de ambos”, explica a alergista e imunologista da Universidade de São Paulo, Dra. Brianna Nicolletti. Aliás, a otorrino Dra. Maura Neves diz que quadros de Covid-19 com Influenza não chegam a ser uma novidade e o termo pode ser até mesmo inadequado, já que a coinfecção entre “dois germes, seja vírus ou bactérias, sempre ocorreram”.

Em fevereiro de 2020, a revista The Atlantic informou sobre o caso de coinfecção pelos dois vírus em um homem de Nova York. E, conforme a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o estado registrou 110 quadros da condição em 2021

Mas, o termo “flurona” surgiu após o primeiro caso registrado em Israel, no primeiro dia do mês de janeiro de 2022, como lembra a imunologista. “Relatórios locais disseram que a paciente era uma jovem grávida, que estava no hospital, embora tivesse apenas sintomas leves”.

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FLURONA: ESSES CASOS SÃO MAIS GRAVES?

De acordo com a Dra. Brianna Nicolletti, ainda é recente para ter certeza de que essa dupla contaminação irá resultar em casos mais graves. “Aparentemente não”, complementa. Para a Dra. Maura, como essa condição exige mais do sistema imunológico, há a possibilidade de haver quadros com mais complicações

Além disso, idade e comorbidades são fatores de risco, como lembra a pediatra e infectologista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dra. Ana Loch. Até o presente momento não existem estudos científicos que evidenciem maior gravidade na junção das duas infecções”, ressalta a médica. 

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A imunologista Dra. Brianna ressalta que a vacina é o que ajuda a diminuir as chances do agravamento de coinfecções. “Muito importante todos estarem vacinados para covid e gripe/influenza. Além da manutenção de medidas preventivas, como o uso correto de máscaras, higienização das mãos, álcool em gel, distanciamento social e evitar aglomerações

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS) disse, nesta quarta-feira, 05, que a cidade iria começar a realização de 300 mil testes rápidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Conforme a secretaria, a ideia é iniciar um levantamento sobre os casos de Influenza e Covid-19

E é justamente esse recurso que a infectologista Dra. Ana Loch também sinaliza como importante para combater os quadros de flurona. “O ideal é se fazer a testagem para ambos os vírus sempre que possível, a fim de determinar o tempo correto de isolamento do paciente”.

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SINTOMAS: HÁ DIFERENÇA NOS CASOS DE FLURONA?

Conforme a otorrino Dra. Maura, “os sintomas são os mesmos descritos para os casos de Influenza e Covid”. Por não haver muita diferença nesses casos, a imunologista Dra. Brianna explica que “ainda não é possível saber se algum sintoma pode prevalecer em um quadro de coinfecção”, e os sintomas costumam ser os seguintes: 

SINTOMAS DA GRIPE

  • Coriza, congestão; 
  • Tosse com catarro;
  • Dor no corpo;
  • Dor de garganta;
  • Febre.

SINTOMAS DA COVID-19

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  • Febre;
  • Coriza, congestão e Tosse;
  • Cansaço;
  • Perda de paladar ou olfato;
  • Dores de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia.

Ainda, a infectologista Dra. Ana Loch ressalta que “em casos mais graves pode haver falta de ar e a necessidade de internação hospitalar, por vezes até em UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”.