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Mulheres foram mais afetadas emocionalmente pela pandemia, diz pesquisa

O estudo exploratório teve o objetivo de investigar a capacidade de enfrentamento das pessoas na pandemia e como elas se ajustariam a situações de pressão

VIVA SAÚDE Publicado quarta 17 fevereiro, 2021

O estudo exploratório teve o objetivo de investigar a capacidade de enfrentamento das pessoas na pandemia e como elas se ajustariam a situações de pressão
Mulheres foram mais afetadas emocionalmente pela pandemia, diz pesquisa - Freepik

A pandemia impactou a saúde mental e aspectos comportamentais dos brasileiros. Um estudo realizado entre maio e junho de 2020 com homens e mulheres de várias regiões do País (26 Estados brasileiros e do Distrito Federal) mostrou que um número grande de pessoas apresentou, durante a pandemia, sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Houve também maior consumo de drogas ilícitas, de cigarros, de medicamentos e de alimentos. 

As mais afetadas emocionalmente foram as mulheres, respondendo por 40,5% de sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse. A pesquisa ouviu três mil voluntários e foi conduzida pela equipe do neuropsicólogo Antônio de Pádua Serafim, do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP).

"Embora a pesquisa não tenha detalhado as razões que levaram as mulheres a terem maior sofrimento psíquico, a literatura médica vem mostrando que são elas que têm maiores impactos pelas condições sociais em que vivem. A pandemia só acirrou essa situação", disse o neuropsicólogo.

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Elas cumprem dupla jornada, acompanham o desenvolvimento escolar dos filhos e, na pandemia, mais pessoas permaneceram dentro de casa, além das preocupações relacionadas ao próprio vírus (iminência de contaminação, necessidade de mudanças de hábitos de higiene, redução de convívio social, familiares adoecidos, etc.).

Ainda, segundo o pesquisador, o estudo exploratório teve o objetivo de investigar a capacidade de enfrentamento das pessoas na pandemia e como elas se ajustariam a situações de pressão. 

"Em uma pandemia, como estamos vivendo, as pessoas tendem a ficar mais suscetíveis a mudanças físicas, cognitivas, comportamentais e emocionais, o que poderia trazer impacto direto em sua saúde mental", disse.

Último acesso: 04 Mar 2021 - 15:55:58 (1598).