Ser otimista pode ajudar a viver melhor na velhice, aponta estudo

Os pesquisadores queriam entender como as autopercepções do envelhecimento estão ligadas e influenciam na saúde

VIVA SAÚDE Publicado terça 9 fevereiro, 2021

Os pesquisadores queriam entender como as autopercepções do envelhecimento estão ligadas e influenciam na saúde
Ser otimista pode ajudar a viver melhor na velhice, aponta estudo - Freepik

Desde muito cedo as pessoas costumam imaginar como será sua vida quando envelhecerem. E quanto mais o tempo passa, mais perguntas surgem: como estarei daqui a trinta anos, serei saudável e ativo? 

Para avaliar a autopercepção e o próprio otimismo em relação à velhice, pesquisadores da Oregon State University, nos Estados Unidos, descreveram em um estudo como a influência do nosso próprio "eu" interfere no processo de envelhecimento, refletindo em uma boa qualidade de vida na velhice ou não.

"Pesquisas anteriores mostraram que as pessoas que têm uma visão positiva do envelhecimento aos cinquenta anos vivem sete anos e meio a mais, em média, do que as pessoas que não têm", disse Karen Hooker, coautora do estudo.

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Os pesquisadores queriam entender como as autopercepções do envelhecimento estão ligadas e influenciam na saúde. 

COMO FOI FEITO E RESULTADOS

Os especialistas usaram questionários respondidos por 244 adultos de meia-idade e idosos, nos quais foram analisados, especialmente, dois fatores: a capacidade de uma pessoa de se tornar o que deseja ser no futuro (autoeficácia); e otimismo como um traço geral de personalidade, isto é, o quão capazes elas se sentiam de se tornarem a pessoa que esperavam, e evitar se tornar a pessoa que temiam ser.

Assim, o estudo concluiu que a forma como alguém avalia como será sua velhice pode influenciar no futuro.

Último acesso: 29 Jan 2022 - 10:43:28 (1523).