Glicação e seus impactos na pele e na saúde ganham destaque no AMWC 2025
Os efeitos da glicação na pele e no corpo impactam o envelhecimento, contribuem para manchas e exigem estratégias de prevenção eficazes

Os efeitos da glicação na pele e no corpo impactam o envelhecimento, contribuem para manchas e exigem estratégias de prevenção eficazes
Muito além das rugas e da flacidez, a glicação foi um dos temas centrais discutidos no Congresso Mundial de Medicina Estética e Antienvelhecimento (AMWC 2025), realizado em Mônaco entre os dias 27 e 29 de março. Esse processo, desencadeado pelo consumo excessivo de açúcar e carboidratos, tem sido apontado como um dos principais vilões do envelhecimento cutâneo e sistêmico. Além de comprometer a firmeza e a elasticidade da pele, a glicação também está associada ao surgimento de manchas, melasma e diversas disfunções no organismo.
De acordo com a farmacêutica Patrícia França, gerente científica da Biotec Dermocosméticos, a glicação ocorre quando o açúcar livre no sangue se liga a moléculas como proteínas, lipídios, vitaminas e aminoácidos, formando os chamados produtos finais de glicação avançada (AGEs). “Esse processo causa uma desordem tecidual, resultando na perda de elasticidade e firmeza da pele, além de favorecer a formação de rugas. No entanto, no AMWC, a discussão foi além dos sinais visíveis do envelhecimento e abordou os impactos sistêmicos da glicação”, explica.
Entre os temas de maior destaque no congresso esteve a conexão entre glicação e o surgimento de manchas, especialmente o melasma. Segundo Patrícia, esse processo altera a estrutura do colágeno e provoca um desequilíbrio nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. “Esse desconforto celular faz com que os melanócitos produzam mais pigmento, resultando no aparecimento de manchas escuras na pele”, esclarece.
Além disso, um estudo brasileiro apresentado no evento trouxe avanços promissores para o tratamento do melasma. A pesquisa demonstrou que a suplementação com decarboxi carnosina HCL (Glycoxil®) pode auxiliar na redução da hiperpigmentação. Desenvolvido em parceria com as dermatologistas Dra. Valéria Campos e Dra. Célia Kalil, o estudo revelou que a ingestão de 200 mg de Glycoxil® por 60 dias resultou em uma melhora significativa do quadro em 60% dos pacientes. “Os participantes relataram grande satisfação com os resultados e notaram uma melhora na autoestima, sem efeitos adversos”, destaca Patrícia.
Os efeitos da glicação, no entanto, vão muito além da pele. Esse processo pode levar ao afinamento e ressecamento do tecido cutâneo, comprometer a cicatrização e causar um aspecto amarelado. No organismo, a formação de AGEs está associada a uma série de doenças, como osteoporose, artrite e perda de massa muscular. Além disso, há evidências de que a glicação contribui para o declínio cognitivo, o desenvolvimento de catarata e até mesmo a disfunção erétil. “Com o passar dos anos, os níveis de AGEs praticamente dobram em nossos tecidos, tornando-se não apenas um marcador do envelhecimento, mas um fator ativo nesse processo”, alerta a farmacêutica Maria Aparecida Mariosa, executiva do Núcleo de Nutrição da Biotec.
Para minimizar os danos causados pela glicação, os especialistas recomendam uma abordagem multifatorial. Além da suplementação com Glycoxil®, que atua em diferentes fases do processo, outras estratégias podem ser adotadas para reduzir seus impactos. “A mudança nos hábitos alimentares é fundamental. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, ao mesmo tempo em que limita o consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados, pode ajudar a desacelerar esse processo”, orienta Maria Aparecida.
Além disso, a suplementação com ativos como vitamina C e fosfolipídeos de caviar (FC Oral®) auxilia na modulação da inflamação e oferece ação antioxidante. Já o silício orgânico biodisponível Exsynutriment® estimula a síntese de colágeno, reforçando a estrutura da pele e combatendo os efeitos da glicação.
Com o avanço das pesquisas, cresce também a incorporação de ativos antiglicantes nos dermocosméticos. Ingredientes como Alistin® atuam impedindo a ligação do açúcar às proteínas, além de reduzirem a formação de AGEs. Para o tratamento de manchas e melasma, formulações que combinam B-White® (que reduz a síntese de melanina), Niacinamida (um antioxidante que inibe a transferência do pigmento) e Ascorbosilane C® (que bloqueia a formação da melanina) têm se mostrado eficazes.
“Felizmente, hoje temos mais ferramentas para combater os danos da glicação, tanto na prevenção quanto no tratamento. O mais importante é adotar uma abordagem integrada, combinando cuidados tópicos, suplementação e mudanças no estilo de vida”, conclui Patrícia França.
* Fonte: Biotec Dermocosméticos